Ser inovador no segmento é fundamental para atrair novos clientes e ser um diferencial em uma das áreas que mais crescem no Brasil

Um segmento que já foi pouco usufruído, porém tem se tornado um dos pés que equilibram a economia brasileira, o setor pet tem crescido de forma significativa enquanto as porcentagens de vendas no varejo comercial em outras áreas só despencam.

Muitos são os motivos para o crescimento deste setor. As famílias têm se formado mais tardiamente, os filhos são adiados para depois dos 30 anos, a facilidade de cuidar de determinadas raças e, em alguns casos, como os próprio tutores dizem, pela mesma alegria que proporciona um cão e um filho.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), resistência é o que tem ocorrido com o segmento.

petmoura

Em 2015, o faturamento foi de R$ 18 bilhões de reais neste setor, ante os R$ 15 bi em 2014, um crescimento de mais de 7%. Pode não ter batido a inflação acumulada durante os últimos 12 meses, cerca de 10%, mas foi próximo.

Um apontamento feito pela Pesquisa Nacional de Saúde, órgão ligado ao Ministério da Saúde, em 2013 revelou que são 52,2 milhões de cães habitando lares brasileiros, o que resulta em uma média de 1,8 cão por residência. A mesma pesquisa diz que há mais cães de estimação em casa do que crianças. Se juntar todos os pets além dos cachorros, como gatos, aves, répteis e peixes, o número é quase três vezes maior: 132,4 milhões de animais.

Com estes números, o Brasil ocupa o segundo maior mercado pet do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos, mas muito a frente do terceiro colocado, a Inglaterra.

MIMOS

Atualmente, uma grande quantidade de ‘empreendedores pet’ estão surgindo por todos os lados por conta da fraca economia em outros setores. E os direcionamentos são diversos.

Há pessoas que ficaram desempregadas e decidiram abrir seu próprio negócio, estudaram os diferentes setores e se focaram em comidas naturais para cães, ou então uma ‘padaria pet’, com diversas opções saudáveis para os animais de estimação como cerveja, pães, chocolates – sem cacau – e outros inúmeros mimos.

A diferença é o quão o empreendedor se dedica e qual inovação tecnológica levará aos seus clientes. Além dos novos empresários, há muitas empresas que já se preparavam para alavancar suas vendas.

É o caso da software house Moura Informática, que desenvolve soluções para gestão empresarial e, entre seus serviços, há o sistema PetMoura que pode ser utilizado tanto em pet shops como em centros de estética animal – setor que cresce juntamente com outros comércios – ou clínicas veterinárias.

Para o diretor comercial da empresa, Felipe Moura, estar preparado – tanto em atendimento como em tecnologia – é crucial para conseguir vencer neste setor.

“Nós investimos em inovações tecnológicas e buscamos sempre referências em feiras nacionais e internacionais”, e acrescenta “participamos da Feipet, em Novo Hamburgo (RS), e conseguimos bons resultados. O povo sulista tem uma vontade grande por novas tecnologias e queremos levar isso a eles. A Feipet é uma feira dedicada apenas para profissionais da área pet, e lá podemos constatar que ainda há muito espaço para crescer”.